segunda-feira, 20 de junho de 2011

Meu eu


Eu sou o seu romance à moda antiga

Eu sou o seu poeta mais oculto

Eu sou a calmaria e a tempestade

Eu sou brisa da manhã e um vulcão

Eu sou Bossa Nova e Rock Roll

O artista que pintou o seu sorriso

A evidência mais provável do destino

Serei sempre mais que antes

E você?

Simplesmente a maestrina que rege tudo isso

Simplesmente o meu sentimento mais prolixo


Daniel Normando

terça-feira, 14 de junho de 2011

Lágrimas de solidão


Gotas de solidão

Vícios e crimes inundam

Medos que tenho então

Penumbra gélida e muda

Medo dos que tem nas mãos

O ouro de uma nação

Descalço de pés no asfalto

Olhando a vida de baixo

Mas ela me dar a mão

Dor e fome nos dão

Lágrimas escoam no chão

Afogam a esperança

Trasbordam os boeiros

Entupidos de desrespeito

Com o povo brasileiro



Daniel Normando

Frisson


A primeira vista

A primeira vez

Do sonho à realidade

Da morbidez ao frisson

Da melancolia à poesia

Da desilusão à epfania

Com olhos de cristal

Eu nunca vi nada igual

De repente

Você surgiu na minha frente


Daniel Normando

Tempo de amar


A quem dera entender o tempo

Dominar o tempo

Para voltar e recuperar o tempo perdido

Tempo que eu te amava

Me perdia no tempo de tanto amor

Mas o tempo passa

As estações passam

E as mudanças acontecem

O tempo retoma o passado

E após um tempo

É novamente tempo de te amar

Um amor sem tempo a perder


Daniel Normando

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Mitologia do amor


Os deuses até prenunciaram a sua chegada

Após tempestades de vendavais

Com penhor de serenidade e brandura

Me salvaste desse mundo de morfeu

Extirpando dessa misantropia intelectual

Dessa escrupulosa vaidade demasiada

Da pungencia do expurgo do coração

Me hospedaste em solo fértil e primaveril


Daniel Normando


Me alimentando da poesia que sublima do seu aroma sutil

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Todas elas juntas num só ser



Não canto mais a flora do baiano Gil

Nem a branquinha de Caetano

Nem mesmo a linda flor de Luíz Gonzaga

Nenhuma continua nos meus planos

Só você!

Hoje eu canto só você!

Só você!

Já esqueci a garota de Ipanema

E a Iracema de Adoniran

As doze deusas de Edua e Chico

Até a amada amante de Roberto Carlos

Nem a carioca de Vinícius

Só você!

Hoje eu canto e toco só você!

A musa dentre as musas de A a Z



Adaptação de Lenine

domingo, 5 de junho de 2011

Perdão por te amar assim



A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar

Depois do seu beijo de aurora

Eu tão singular me vi plural

Sonhei enfim, e vejo agora

Meu coração voltar a pulsar

Perdão por esse amor repentino

Pelo amor melancólico que exala dos meus sentidos

Pela saudade que inquieta o meu espírito

Pela vontade de sentir novamente o perfume do teu sorriso

Pelo desejo de repetir seu beijo doce

De venerar o brilho que reluz do seu olhar

Perdão por me sentir assim...


Daniel Normando