Por que quando você me fala parece um violão nas mãos do Caetano
Por que você parece um poema de Vinícius de Morais recitado no entardecer
Por que você apareceu como uma flor recém-chegada a purificar o dia
Por que você é linda como uma flor no primeiro dia da primavera
Por que seu sorriso é semelhante a uma lua minguante surgindo a meia-noite no horizonte
Por isso te ofereço o que guardei de melhor
Meu singelo e puro amor.
Daniel Normando
Perfeita simetria
Ter o concreto e o abstrato
Ter o real e o surreal
Ter a brisa mansa desenhando o sabor dos seus lábios em minha boca
Ter a lua sorrindo dissipando a escuridão e seu calor me invadindo,
tirando-me a lucidez
Ter o mar da terra da luz e seu corpo suado sorvendo-me de amor
Ter as estrelas mostrando a imensidão e você nos meus braços estremecendo meu coração
Esse foi o cenário do nosso amor
Pintado de simplicidade, retocado com poesia e guardado nos murais da emoçãoDaniel Normando
Enquanto você no Olimpo ai de mim mortal
Enquanto você poesia eu carnaval
Enquanto você brisa eu vendaval
Enquanto eu além de tudo você afinal
Enquanto você monumento eu pedra e sal
Eu quanto eu boemia você romance ideal
Eu dois pra lá
Você dois pra cá
O teu soturno silêncio me invade
Torna as evidências dos fatos invisíveis
Oh musa dos poetas
A vida é um riacho imprevisível
Eu tão simplista
Iluminado pelos raios lunares
Confesso pro infinito todo o meu gostar
Amparado pelo brilho estrelar
Admito meus medos e instintos
Onde isso tudo vai parar?
Só saberei quando o sol acordar...Daniel Normando
Eu sou o seu romance à moda antiga
Eu sou o seu poeta mais oculto
Eu sou a calmaria e a tempestade
Eu sou brisa da manhã e um vulcão
Eu sou Bossa Nova e Rock Roll
O artista que pintou o seu sorriso
A evidência mais provável do destino
Serei sempre mais que antes
E você?
Simplesmente a maestrina que rege tudo isso
Simplesmente o meu sentimento mais prolixoDaniel Normando
Gotas de solidão
Vícios e crimes inundam
Medos que tenho então
Penumbra gélida e muda
Medo dos que tem nas mãos
O ouro de uma nação
Descalço de pés no asfalto
Olhando a vida de baixo
Mas ela me dar a mão
Dor e fome nos dão
Lágrimas escoam no chão
Afogam a esperança
Trasbordam os boeiros
Entupidos de desrespeito
Com o povo brasileiro
Daniel Normando
A primeira vista
A primeira vez
Do sonho à realidade
Da morbidez ao frisson
Da melancolia à poesia
Da desilusão à epfania
Com olhos de cristal
Eu nunca vi nada igual
De repente
Você surgiu na minha frenteDaniel Normando